O delegado da Polícia Federal (PF) em Londrina, Sandro Roberto Viana dos Santos, deverá indiciar o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Móveis de Arapongas, Manoel Francisco da Silva, por estelionato. Santos é responsável pelo inquérito policial instaurado em agosto, a pedido do delegado afastado do Trabalho no Paraná, Celso Costa, que denunciou o sindicalista por suposta fraude no saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
''A Caixa Econômica Federal, que é a gestora do FGTS, asseverou que o saque foi irregular. Ela comprovou que uma pessoa quando deixa um cargo sindical e é reconduzida, não pode sacar o dinheiro do Fundo de Garantia, embora a conta seja vinculada pessoalmente ao sindicalista'', justificou o delegado.
Conforme a denúncia de Costa, em julho de 2000, ao término do mandato de presidente do sindicato, Silva teria sacado cerca de R$ 7,8 mil do FGTS. No entanto, Silva teria sido reconduzido ao cargo para novo mandato até julho de 2005. De acordo com o relatório da Caixa, por ter sido reeleito, o sindicalista não poderia ter sacado o Fundo de Garantia.
''Se o meu Fundo de Garantia estivesse errado e estivesse irregular, a Caixa não teria liberado'', argumentou o sindicalista. ''Se eu tivesse sacado no meio do mandato, aí seria irregular. Saquei dentro da lei. Eu acho que está havendo algum equívoco dentro do órgão e acho que estou sendo punido por denúncias que fiz contra a subdelegacia e vou me defender.'' Há três meses, Silva denunciou irregularidades na fiscalização de empresas do setor moveleiro de Arapongas pela Subdelegacia Regional do Trabalho em Londrina (DRT).
O inquérito deverá ser encaminhado agora ao procurador Regional da República, Mário Ferreira Leite.

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