Sindicalista critica mudança na legislação
A mudança na legislação estadual que permitiu o pagamento de adicional salarial para professores universitários que ocupam cargos na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia foi criticada pela presidenta do Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Londrina (Sindiprol), Inês Almeida. De acordo com ela, o benefício também deveria alcançar professores que ocupam cargos em outras secretarias.
O regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) prevê acréscimo de 45% nos salários de docentes exclusivos da instituição, que cumpram carga horária integral e participem de projetos de pesquisa, ensino ou extensão. De acordo com fontes da FOLHA, a alteração da lei beneficiou professores da UEL que trabalham com a ex-reitora e atual secretária de Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto.
''Quando os professores saíam da universidade para compor quadros técnicos do governo, eles perdiam o Tide. Não sou contra professores assumirem cargos de assessoria, mas não pode ser exclusivo para Ciência e Tecnologia. Ou é para todo mundo, ou para ninguém.''
A FOLHA teve acesso a casos em que professores da UEL ocupam cargos nas secretarias de Meio Ambiente e Agricultura, mas não tem direito a manter o Tide. Estes professores preferiram não criticar a restrição publicamente.
Outra preocupação da presidente do Sindiprol se refere à continuidade dos projetos orientados pelos docentes que deixaram a universidade. ''É uma situação delicada. Eles vão perder o vínculo com os projetos? Vão manter apenas os nomes?''
A assessoria de imprensa da secretaria de Ciência e Tecnologia informou que a Lei 14.825/2005 ''dispõe que ao docente é permitido manter o Tide no exercício de cargo em comissão inerente à administração da instituição. Essa situação é idêntica a dos que assumem cargo de direção na Fundação Araucária ou na secretaria, e a Seti tem buscado maior participação das instituições no sistema estadual de Ensino Superior desde 2003''. A assessoria não esclareceu quantos professores que trabalham na secretaria foram beneficiados pela mudança na lei. (F.C.)





