O delegado da Polícia Federal de Londrina, Sandro Roberto Viana dos Santos, ouviu ontem pela manhã o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção e Mobiliário de Arapongas, Manoel Francisco da Silva. Uma fita gravada por Manoel no dia 14 de agosto conteria uma conversa entre ele e o ex-subdelegado Regional do Trabalho, Dorival Silvestre Arantes. Eles estariam falando sobre um suposto pagamento de propina ao chefe da fiscalização da DRT, Elson Ribeiro, para não autuar a Cerâmica Zancarelli, em Andirá, de propriedade de Mário Henrique Zancarelli.
O próprio Manoel gravou a fita e entregou à PF. Ontem, ele ele confirmou o esquema de propina e afirmou que Arantes sabia do caso. Arantes e Zancarelli tinham sido convocados para depor ontem à tarde, mas não compareceram. Segundo o delegado, ''a mãe de Zancarelli entrou em contato com a PF e informou que seu filho está internado com depressão profunda''. Uma nova intimação será encaminhada e caso o depoente não compareça, será feito o processo de condução coercitiva.
Arantes não justificou sua ausência, mas o delegado disse que ''como ele é funcionário público, é encaminhado um ofício para o chefe dele e é ele quem precisa informar as razões da ausência de seu funcionário''. ''Vou aguardar até amanhã e se não receber a justificativa um novo ofício será encaminhado'', explicou o delegado. Segundo ele, um novo depoimento deve ser marcado para a próxima semana.

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