Dorico da SilvaTsukada: política interessa poucoO desafio de inserir o jovem no processo de participação da política brasileira foi uma das tônicas do 1º Simpósio Paranaense de Ciência Política realizado ontem de manhã, no auditório do Senai, em Londrina. O simpósio teve palestras do embaixador do Japão no Brasil, Chihiro Tsukada, do presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fernando Fontana, e da socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa.
Os membros do Instituto Andorinha, promotor do simpósio, pretendem ampliar a inserção do jovem na política e, para isso, esperavam reunir muitos estudantes e adolescentes no evento, o que acabou não ocorrendo. ‘‘Não é fácil, mas talvez a ausência se justifique porque o país vive um processo muito recente de redemocratização e um período de transição. Talvez o canal para os jovens seja a política universitária e o sindicalismo’’, acredita Fontana.
Tsukada afirmou que no Japão, a presença da juventude na política também é reduzida. Ele aponta o fator financeiro como limitador dessa participação, mas cita também a existência de uma tendência generalizada de perda de interesse do cidadão pelas questões políticas. ‘‘Ao contrário do Brasil, o voto no Japão não é obrigatório e há uma diminuição da participação da comunidade’’, explica. No Japão, o sistema político é o parlamentarista e os partidos, segundo Tsukada, são cinco ou seis, regidos por uma legislação que prevê uma rigorosa fidelidade partidária - bem distoante da política brasileira. ‘‘No Japão, é raro um parlamentar mudar de partido’’, conta ele. (P.Z.)

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