O senador Pedro Simon, que foi à reunião da Paraíba representando o grupo que defendia a candidatura de Renan Calheiros e com o discurso de que trabalharia pela unidade do partido, teve seu nome aclamado como candidato a líder da bancada do Senado, numa dobradinha com Sarney.
Embora constrangido com a proposta lançada ali, ele não repudiou a idéia nem contestou a candidatura Sarney. Pelo contrário. ''Não há dúvida que o MDB vem naufragando há muito tempo, depois de escrever as páginas mais bonitas do Brasil. O objetivo desta reunião é mostrar que esse partido não pode ser colocado à margem da história. Tem que ajudar o Brasil com grandeza e espírito público. E a candidatura Sarney tem esse objetivo, com sua tranquilidade, serenidade e correção de seus atos'', disse Simon.
O outro aliado conquistado ontem por Sarney, o ex-governador do Piauí, Mão Santa, foi comedido no discurso de adesão, salientando que o apoio ao governo petista deve ser analisado com mais cautela. ''Não vamos confundir, não somos PT. O PT não é nosso e não vai ser nosso não. O que queremos aqui é fazer crescer o PMDB''. Foi Simon que lhe convenceu a apoiar Sarney, com quem Mão Santa estava rompido desde que perdeu o governo do Piauí para o pefelista Hugo Napoleão, amigo do clã Sarney.
Sarney e seu grupo querem discutir e aprovar o apoio do partido ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, anular a intervenção no diretório paulista promovida pela direção nacional e proibir a prorrogação dos mandatos da atual Executiva, que se expiram em setembro. O grupo identificou um movimento da atual executiva nacional para prorrogar os mandatos.

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