Simon pede afastamento de Sarney da presidência
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Célia Froufe eDenise Madueño<br>Agência Estado 
São Paulo - O senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou ontem que o presidente José Sarney (PMDB-AP) tem que se afastar da presidência do Senado. ''Ele deve se afastar desse processo. Para bem dele, da família dele, da sua história e deste Senado'', disse, durante discurso no plenário do Senado esvaziado por causa das festas juninas - havia apenas oito parlamentares de um total de 81.
Para Simon, se o presidente se afastar da Casa, não significará automaticamente uma ação de autoculpa ou de admitir a responsabilidade de atos que estão sendo denunciados pela imprensa. ''Pelo contrário: representa um ato de grandeza'', defendeu. Na opinião do senador, Sarney fez ''muitas coisas boas'' e a má-fé não faz parte de seu programa.
''Há um mês eu disse que é melhor o presidente sair do que seja obrigado a sair. Hoje eu repito: é bom que o presidente Sarney largue a presidência do Senado antes que a situação fique totalmente insustentável'', argumentou.
Durante o discurso, Simon disse também que os escândalos que envolvem o Senado não devem ser atribuídos a um ou outro parlamentar. ''A frase bíblica nunca esteve tão certa: ninguém pode atirar a primeira pedra. Não se pode dizer que 'não fui eu' e não dizer que 'foi ele'. Há responsabilidade coletiva'', observou.
O senador disse ainda que está ''caindo em depressão'' com o exagero das mensagens que tem recebido por e-mail. ''Falam-me para ir para a casa, que não há solução e que o Senado tem de fechar...'', citou.
Na avaliação de Simon, o Senado passa por uma série de erros. ''Dos quais sou responsável por muitos. Esta Casa se encontra no ápice de uma crise e o Brasil inteiro olha para essa Casa. E de uma maneira que eu não tinha visto'', considerou. Ele lembrou que a classe política é vista de uma maneira ''muito dura'' pelo povo, mas se disse surpreso com a mudança de tom dos brasileiros. ''Nunca (vi olharem para o Senado) com um olhar tão magoado e triste, como agora.''


