Simon diz que há muito mais para ser investigado
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sexta-feira, 14 de março de 1997
Ivan Santos Sucursal de Curitiba 
O escândalo dos títulos públicos emitidos irregularmente por Estados e municípios é apenas uma pequena parte de um rombo muito maior, que deve ser apurado através de uma CPI sobre o sistema financeiro do País. A opinião é do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que esteve ontem em Curitiba para participar de encontro dos vereadores do PMDB e de um ato público contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce.
O senador gaúcho defendeu também a retomada das investigações sobre o assassinato do ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor, Paulo César Farias. Para ele, as revelações de que o dinheiro do esquema PC foi parar nas mãos da máfia italiana comprovam que há muito mais por trás desse caso. À tarde, durante encontro com os vereadores do PMDB, Simon mandou um recado ao presidente do partido no Paraná, Mário Pereira, e ao senador Roberto Requião, que romperam relações há três anos. Vocês se acertem e se entendam aqui, disse ele, lembrando que o partido não pode continuar vivendo do passado.
Segundo o senador, o PMDB deve manter os ministérios dos Transportes e da Justiça na reforma ministerial que o presidente Fernando Henrique Cardoso deve fazer nos próximos meses. O senador reconheceu que o partido vive o momento mais difícil de sua história, sem um projeto definido de poder.
No início da noite, Simon participou de manifestação na Assembléia Legislativa contra a privatização da Vale, que reuniria também os senadores José Dutra (SE) e Roberto Requião, o brigadeiro Ivan Frota e o ex-deputado federal Vivaldo Barbosa (PDT/RJ).


