Simon diz que ACM marcou data para nova crise
Rosa Costa
Agência Estado
De Brasília
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) criticou ontem da tribuna do Senado três dias depois de ter pedido a demissão do então ministro do Desenvolvimento, Clóvis Carvalho a iniciativa do presidente da Casa, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de fixar um prazo de três meses para a economia, conduzida pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, começar a reagir.
Simon disse que ACM marcou o prazo para uma nova crise no governo, porque não acredita que 90 dias sejam suficientes para o País voltar a crescer. Como aliado, ele deveria ter ligado para o presidente Fernando Henrique e dizer o que pensa, e não anunciar publicamente, defendeu.
Embora não falem em datas, é praticamente consenso entre os aliados governistas que a situação atual, com o mercado de empregos fechado, não pode continuar por muito tempo. De acordo com o líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel Vieira Lima (BA), mesmo os que priorizam a manutenção da estabilidade da economia no País estão impacientes. Não estamos numa situação confortável, defendeu. Nem nós, aliados, nem o próprio governo.
Geddel disse que não se sente no direito de estabelecer data nem de pedir a saída de Malan, mas sim lembrar que não apenas Malan, mas todos os ministros têm que responder pelas suas atribuições. É ele quem tem que arcar com o ônus do crescimento do Brasil, defendeu.





