O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que não tinha sido, até ontem, sondado para ser candidato a vice-presidente na chapa do petista Luiz Inácio Lula da Silva a presidente. No entanto, defendeu uma aliança do seu partido com o PT, destacando que o PMDB deverá apoiar Lula em pelo menos quatro Estados.
Para Simon, a união com o PT asseguraria a vitória de Lula no primeiro turno e a governabilidade após as eleições. ‘‘Não vou ficar discutindo minha indicação para vice do PT, mas um acordo entre os dois partidos teria grandes chances.’’ Durante a semana, Simon chegou a citar o senador Roberto Requião, pré-candidato do PMDB ao governo do Paraná, como um nome forte para integrar a chapa de Lula, no vaga de vice.
O senador gaúcho – que já foi candidato a presidente e também esteve cotado para ser o vice de José Serra – admitiu, no entanto, que o apoio peemedebista ao PT ‘‘é apenas um sonho’’. Segundo ele, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Paraná estariam propensos a apoiar a candidatura petista. São mais 237 votos na convenção a ser realizada em junho.
Mesmo sem aliança entre PMDB e PT, Simon ainda vê dificuldades no apoio a José Serra. Ele afirma que cresce no partido a tese da não-candidatura, de o partido ficar livre na disputa presidencial. ‘‘É o grupo que mais cresce no partido e se Serra, até o dia 15 não subir (nas pesquisas de opinião pública), acabou’’, arrisca.

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