Curitiba - Apesar de conseguir a revogação da prisão ontem, o ex-deputado estadual Carlos Simões segue preso no Centro de Triagem II, no Complexo Penitenciário de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). Segundo o advogado de defesa, Rodrigo Lichtenfels, o ex-deputado deve ser liberado hoje, após pagamento da fiança, estipulada em 150 salários mínimos (o equivalente a R$ 93,3 mil). Ainda de acordo com o advogado, ontem a família de Simões não conseguiu realizar o saque a tempo, entre o momento da decisão judicial e o fechamento da agência bancária.
Além do pagamento da fiança para conceder a revogação da prisão, o juiz substituto da 9 Vara Criminal de Curitiba, César Maranhão de Loyola Furtado, determinou que Simões se comprometa a comparecer em juízo uma vez por mês. Furtado foi o mesmo juiz que havia determinado a prisão preventiva de Simões, porque o ex-deputado não era encontrado pelo oficial de Justiça nos endereços que constavam no processo judicial referente ao Esquema dos Gafanhotos, que envolvia desvio de dinheiro público na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná nos anos 2000 e que teria tido a participação de mais de 60 deputados e ex-deputados.
Simões é acusado pelo crime de peculato e foi o primeiro parlamentar a ser denunciado à Justiça pelo suposto envolvimento no esquema, pelo qual os salários de vários servidores eram depositados em uma conta bancária de uma pessoa ligada a cada deputado envolvido.

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