Brasília Documentos enviados por autoridades da Suíça para o MPF mostram que o subsecretário de Administração Tributária do governo de Anthony Garotinho, Rodrigo Silveirinha Correa, teria depositado US$ 8,7 milhões em bancos daquele país, sendo que seus procuradores eram os três filhos menores e a mulher. A conta de Silveirinha foi aberta em 20 de maio de 1999, com US$ 130 mil.
Parte dos relatórios, divulgados ontem pelo ''Jornal do Brasil'', já está com a Procuradoria da República no Rio e com a PF, que está trabalhando no rastreamento também em Brasília. Porém, até ontem, a Secretaria Nacional de Justiça, encarregada de buscar o repatriamento do dinheiro não havia recebido nenhuma solicitação.
Os documentos mostram que Silveirinha deu poder de movimentação da conta aos seus filhos, Rodrigo, de 6 anos, e Ricardo e Rafael, ambos de 4, e à mulher, Silvana. Os demonstrativos trazem um histórico da movimentação bancária do ex-subsecretário e de outros fiscais da Secretaria de Fazenda do Rio.
Ele revelam, por exemplo, que o fiscal Carlos Pereira Ramos teria duas contas. Em uma delas, aberta em setembro de 1998, havia US$ 17 milhões, segundo o JB, o maior saldo entre todos os depósitos bancários efetuados. Em outra conta, aberta em julho de 1999, havia US$ 1,094 milhão.
Na relação divulgada ontem, aparecem ainda o nome do auditor fiscal Amauri Nogueira Filho, que teria movimentado US$ 1,8 milhão. Seria também a conta mais antiga, aberta em maio de 1989, com um depósito de US$ 31 mil. Outra, do ex-chefe de gabinete da Secretaria de Fazenda, Lúcio Manoel Picanço dos Santos, teria recebido US$ 1,1 milhão desde 99, quando começou a movimentação, com US$ 308 mil. Já o fiscal Sérgio Jácome de Lucena abriu sua conta com apenas US$ 30, mas os documentos revelam que hoje ela estaria com US$ 318 mil.

mockup