Silveirinha e outros têm sigilo quebrado
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2003
Das Agências 
Rio de Janeiro O juiz Lafredo Lisboa também aceitou ontem, no final do dia, o pedido de quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-subsecretário de Administração Tributária do Estado do Rio Rodrigo Silveirinha Corrêa e de outros sete envolvidos no escândalo de desvio de US$ 33 milhões, depositados em contas na Suíça.
O magistrado atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), feito ontem, em aditamento à medida tutelar em que requereu o seqüestro dos recursos por 120 dias. Na mesma decisão, por iniciativa própria, o juiz tornou indisponíveis todos os bens, direitos e valores dos acusados.
Enquanto isso, deputados estaduais do Rio criaram ontem uma comissão para apurar o suposto esquema de extorsão formado na Inspetoria de Grandes Contribuintes durante o governo Anthony Garotinho no Estado. Foram escolhidas três deputadas para integrar a comissão, duas das quais são do PSB, partido de Garotinho e de Rosinha, a atual governadora.
Segundo o presidente da Assembléia, Sérgio Cabral (PMDB), a escolha dos membros da comissão foi definida com base no critério de participação do deputado da mesa diretora e iria ter novo mandato a partir de fevereiro, quando se inicia a nova legislatura.
Foram escolhidas Graça Matos (PSB), que é a primeira vice-presidente da assembléia, Aparecida Gama (PSB), corregedora, e Heloneida Studart (PT), terceira vice-presidente.
Cabral disse que a intenção dos deputados era abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas a comissão de investigação só poderia durar até o final de janeiro, quando entra nova bancada de deputados. A idéia, de acordo com o peemedebista, é que em fevereiro seja instaurada a CPI.
O presidente da Casa, que assume uma vaga no Senado no próximo mês, disse que a deputada Graça Matos vai pedir informações ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério Público Estadual, ao governo suíço e à Secretaria de Fazenda do Estado para apurar as possíveis irregularidades.
Cabral admitiu ter empregado a mulher de Rodrigo Silveirinha, Silvana Silveirinha, em seu gabinete. Ele acrescentou que Silvana era contratada pela Dataprev e que foi emprestada para seu gabinete.


