Silveirinha cai após três dias
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sábado, 18 de janeiro de 2003
Agência Folha 
Rio de Janeiro O novo chefe da Inspetoria de Grandes Contribuintes da Secretaria de Fazenda do Rio foco das suspeitas de corrupção contra o governo Francisco Roberto da Cunha Gomes, foi exonerado no fim da noite de anteontem pela governadora Rosinha Matheus. Ele substituía o fiscal Rodrigo Silveirinha, um dos oito acusados de ter enviado ilegalmente US$ 33,4 milhões para uma conta na Suíça.
Gomes é responsável por uma empresa falida, a Butock Comércio e Indústria Ltda., acusada de dever R$ 103 mil ao FGTS (valores de 1998). O secretário de Fazenda, Mário Tinoco, informou anteontem, antes do afastamento de Francisco Gomes, não conhecer o caso e assumiu responsabilidade por indicações de cargos e disse que pediria à Rosinha o afastamento de acusados. Na edição de ontem do telejornal ''RJ-TV', da TV Globo, Gomes negou as acusações.
André Miranda, que ocupava até o momento a subsecretaria de Receita do Estado do Rio de Janeiro, será, temporariamente, o novo chefe da inspetoria. Tanto Miranda quanto Gomes foram indicados por Rodrigo Silveirinha para trabalhar na inspetoria, quando ele chefiava o setor em 1999.
Tinoco afirma que não se pode tirar alguma conclusão de Miranda somente porque houve algum tipo de relacionamento com Silveirinha. ''O fato dele (Miranda) ter ocupado a inspetoria ou se ele teve algum tipo de relacionamento com Silveirinha, não quer dizer absolutamente nada. Os fiscais, principalmente aqueles que vieram do mesmo concursos, se conhecem'', afirmou Tinoco.
Silveirinha e mais sete fiscais do Estado e da Receita Federal estão sendo investigados por suspeitas de crime de lavagem de dinheiro e de sonegação fiscal. Pelo esquema montado, eles teriam depositado US$ 33 milhões em contas na Suíça, que foram bloqueadas.
Ontem, a governadora Rosinha Matheus (PSB) autorizou o MP a quebrar qualquer tipo de sigilo pessoal, bancário e telefônico, durante as investigações sobre o suposto esquema. A governadora fez uma referência indireta ao escândalo dos fiscais que estão sendo investigados. ''Nada temo, porque não tenho cumplicidade ou conivência'', discursou Rosinha.


