Silva diz que, sem dinheiro, nem Deus dá jeito
O prefeito de Munhoz de Melo (27 quilômetros ao norte de Maringá), Celso da Silva (PDT), 38 anos, é outro que combinou a batina com os trajes civis da administração pública. Padre há dez anos, Celso da Silva diz que sempre esteve envolvido com as questões políticas, mas nos bastidores. Agora tenho condição de ajudar a melhorar a vida da comunidade. É uma realização, explica.
Apesar da empolgação, ele se confessa angustiado com a falta de recursos, principalmente do governo do Estado. As coisas estão muito devagar. Não há dinheiro para a população carente, reclama. Ele disse ter assumido a prefeitura com uma dívida de R$ 1,1 milhão. Conseguimos parcelar as dívidas, graças a Deus, mas precisamos de uma força do Estado porque, sem isso, nem Deus dá jeito, apela.
O município tem 4 mil habitantes e sobrevive da agricultura. A meta é formar um viveiro de mudas de café. Já fizemos o projeto, que nem custaria muito, mas o governo não tem dinheiro. Ele precisa olhar para os pequenos municípios, reivindica. Como alternativa para enfrentar a crise, padre Celso tem recorrido à comunidade e criou mutirões para construção de casas populares e até para a recuperação de um campo de futebol. Fazíamos muitos mutirões pela igreja, para construir salões comunitários, o lar dos velhinhos e outras obras e vamos continuar fazendo.
Semana passada, o padre-prefeito encomendou uma pesquisa de opinião para avaliar seu desempenho nestes três primeiros meses de administração. Ele conta ter obtido nota 7,7. É um bom índice, que mostra que a população está vendo resultado no nosso trabalho, apesar do pouco tempo que tivemos, comemora. (P.Z.)





