Silêncio foi encarado como confissão na CPMI
Curitiba - A maioria das 14 pessoas que foram convocadas pela CPMI do Banestado nos dias de audiências em Curitiba se recusou a prestar esclarecimentos para os parlamentares. Entre os que preferiram não responder aos questionamentos dos deputados estavam Afonso Celso Braga (ex-diretor do Banco Integración), Afonso Celso Braga Filho (empresário), Alberto Dalcanale Neto (ex-presidente do Araucária), Carlos Roque Cassimiro (empresário) e Marco Antonio Vendrametto (empresário). Todos estes estavam amparados por uma liminar do STF que garantia a eles o direito do silêncio. Além disso, eles não precisaram prestar juramento de dizer a verdade durante os depoimentos.
Para o deputado federal José Mentor, mesmo o silêncio dos convocados foi esclarecedor. ''Os depoentes pediram na Justiça para que fossem transformados em réus. Isso demonstra apenas que a CPMI está no caminho certo, acertando todas as pessoas que têm algo a esconder'', afirmou ele. Alguns depoimentos foram tomados em reservado.
Além de Ruth Bandeira, o ex-funcionário do Banestado José Luiz Boldrini também prestou depoimento sigiloso aos deputados. Boldrini é um dos depoentes que estão colaborando com a Justiça Federal do Paraná.
Além dele, são réus colaboradores com delação premiada o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor do Banestado Gabriel Nunes Pires Neto.
Foram convocados, mas não puderam comparecer na CPMI o ex-gerente do Banestado em Nova York Ércio de Paula Santos (que está em Florianópolis), o empresário do setor de cargas Sérgio Luiz Malucelli (que está em São Paulo) e o vice-presidente de finanças do Bemge Ronaldo Lamounier Locatelli (que está em Belo Horizonte). Todos justificaram a ausência e se colocaram à disposição para reconvocação em data a ser definida pela CPMI. (L.P.)





