Sigilo na investigação sobre morte de vereador
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de janeiro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O inquérito policial que investiga o assassinato do vereador de Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava), Nestor Horodenski, presidente do diretório municipal do PMDB, está sob sigilo. De acordo com o delegado Juraci Lopes de Souza, a intenção é evitar o vazamento de informações e a adulteração de provas. Ontem, quatro pessoas foram ouvidas no inquérito. Entre elas, os dois policiais militares (PMs) que atenderam a ocorrência por volta das 22 horas de domingo.
O assassinato aconteceu por volta das 18 horas. O vereador e a mulher, Marli Ribas Oliveira, estavam sozinhos na casa onde moravam. Marli levou uma facada no pescoço. Mesmo ferida, ela teria conseguido ligar para uma amiga e pedir ajuda. Horodenski foi assassinado com golpes de machado na cabeça. O casal chegou a ser socorrido pelos PMs e levado ao hospital, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Marli deveria ser ouvida amanhã, mas Souza já admite que o depoimento dela pode ficar para a semana que vem. ''Agora não tenho tanta pressa em ouvi-la'', afirmou, sem querer entrar em detalhes. Além dos policiais militares, o delegado ouviu um parente próximo do vereador e um amigo.
As armas do crime, a faca e o machado, foram encaminhadas para perícia técnica. Nenhum sinal de arrombamento na casa foi constatado. A polícia também não conseguiu verificar marcas de luta corporal. ''Mesmo assim, não descartamos nada. Nem mesmo a hipótese de assalto'', disse o delegado. Outras hipóteses levadas em consideração são vingança e divergências políticas.


