Sigilo bancário de policiais será quebrado
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quarta-feira, 30 de maio de 2001
De Curitiba 
O corregedor da Polícia Civil, delegado Adauto Abreu de Oliveira, disse ontem que os delegados e investigadores da Polícia Civil que receberam dinheiro do HSBC vão ter o sigilo bancário quebrado e estão ameaçados de demissão. Ele não acredita na tese de que o dinheiro foi usado na compra de equipamentos para a Polícia Civil. O delegado, pessoa física, está proibido de receber dinheiro. Isso é falta grave punida com demissão, declarou.
Sempre que uma empresa quer ajudar a polícia, segundo o corregedor, o benefício deve vir em forma de bens registrados em nome da delegacia ou da própria corporação. Quando eu era o delegado-chefe da Dinarc (Divisão de Narcóticos), o próprio HSBC fez uma doação de 20 computadores para a delegacia, disse. Caso os delegados quisessem prestar serviços de assessoria de segurança, como está registrado nos recibos emitidos pelo banco, eles deveriam ter feito isso de graça, segundo Oliveira. Recebeu dinheiro é altamente suspeito.
O delegado pode fazer assessoria de segurança, mas desde que o serviço seja feito de graça, porque ele já recebe do Estado para fazer isso, acrescentou o corregedor. As cópias dos Recibos de Pagamento a Autônomos (RPAs) emitidos pelo HSBC aos delegados e investigadores são provas importantes para desvendar o esquema. Tem delegado que recebeu mais de uma vez. Os RPAs são provas e todos serão formalmente indiciados e acusados em processos administrativos, disse o corregedor. (D.V.)


