Sidney e Adalberto se contradizem em depoimentos
O cruzamento dos depoimentos do secretário municipal de Governo, Adalberto Pereira da Silva, e do presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB), no inquérito que apura o escândalo da boate erótica Shirogohan, mostra diversas diferenças entre as duas versões.
No interrogatório prestado em 30 de junho, Sidney afirmou que conheceu o proprietário da boate, Claudemir Medeiros, na sala de Adalberto, a pedido do próprio secretário. ''Ele me chamou até o gabinete, haja vista que o empresário estava lá.'' Segundo Sidney, o secretário pediu auxílio no sentido de viabilizar a legalização de um hotel que o empresário queria abrir.
O vereador prossegue dizendo que, após dar a orientação ''contábil'', foi procurado novamente por Adalberto quase três meses depois, quando descobriu-se que era necessário um alvará para construção de motel - e não mais de hotel. O novo encontro, segundo Sidney, também contou com a presença dos três. Ainda de acordo com o vereador, Adalberto conversou com os vereadores ''Gláudio, Flávio Vedoato e Henrique Barros'' para ajudar a aprovar o projeto de lei que foi proposto em favor do empresário.
Já o secretário de Governo, em depoimento prestado em 2 de julho, negou ter feito qualquer reunião com a presença do empresário e do vereador. Na versão de Adalberto, após o contato telefônico com Sidney, ele teria encaminhado Claudemir Medeiros até a Câmara - ''o que sabe que aconteceu posteriormente''. O secretário também nega que tenha havido uma segunda reunião e disse que''não acompanhou o andamento dessa situação''. Outra contradição é a afirmação de Adalberto de que ''não teve contato com nenhum outro vereador a respeito desse assunto''.
Ontem à FOLHA, o presidente da Câmara reafirmou o conteúdo de seu depoimento. O secretário de Governo não foi localizado pela FOLHA.(F.C.)





