Sidney de Souza reassume cadeira na Câmara
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Na eleição de 2004, ele fora um dos vereadores mais bem votados de Londrina ao conquistar a simpatia de 6.075 eleitores. Citado pelo ex-companheiro de plenário Orlando Bonilha (cassado em maio passado) como articulador de supostos esquemas de corrupção - no ano que foi o pior da história do Legislativo londrinense -, o petebista Sidney de Souza, eleito primeiro suplente no pleito de outubro, com 2.160 votos, assumiu ontem a cadeira na Câmara para aquele que, por ora, é o início de um quarto e interino mandato. Dos 19 eleitos e convidados à sessão solene realizada ontem à tarde, a qual durou pouco menos de 15 minutos, apenas seis parlamentares compareceram - Jairo Tamura (PSB), Eloir Valença e Lenir Cândida de Assis (ambos do PT), da Mesa Executiva, e, fora dela, Jacks Dias (PT), Tito Valle (PMDB) e Renato Lemes (PRB).
A convocação de Sidney foi possível graças a uma alteração feita em emenda à Lei Orgânica do Município (LOM), na última sessão de 2008 (29 de dezembro). O projeto levado a plenário originalmente regulamentaria o número de 19 vereadores para a cidade, em respeito a resolução de 2006 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na segunda e última votação, porém, a proposta foi acrescida da emenda que possibilitava também, caso o presidente da Câmara assumisse interinamente o Executivo, que o suplente fosse convocado imediatamente à vacância do posto - e não mais decorridos 120 dias, conforme a redação que vigorava da LOM. Entre os 12 votos favoráveis, quatro deles eram de primeiros suplentes: Antenor Ribeiro (PP), Vera Rubo (PSB), Jamil Janene (PMDB) e o próprio Sidney, beneficiado com a interinidade do titular, José Roque Neto, na Prefeitura.
Conforme o texto do parecer divulgado ontem pelo procurador jurídico da Câmara, Maurício Emmanoel, a consulta formulada por Tamura no dia 2, a convocação do primeiro supente ''é obrigatória'' e ''mesmo no recesso parlamentar''.
Depois do juramento e da assinatura do termo de posse, e pouco antes de conceder entrevista coletiva, Sidney soltou um ''Deus é pai'' e disse ter ''orgulho'' de defender ''a cidade que amo''. Indagado se o amor aludido no discurso é recíproco, uma vez que foi um dos não reeleitos, analisou: ''Olha, eu tive 2.160 votos. Se tivéssemos uma avaliação corrida e a proporcionalidade do voto não existisse, eu seria o 13º entre os mais votados''. Pela proporcionalidade, foi o 23º.
O petebista negou que tenha articulado a alteração da LOM de modo a se beneficiar posteriormente. ''Não articulei nada, apenas fui um dos que votaram, como votaria qualquer outro projeto.'' Sobre a ausência de nomes do PTB na solenidade, o vereador desdenhou: ''Temos conversado com lideranças políticas, também com o secretário de Governo (Tercílio Turini), mas meus amigos estão aí - tenho até um secretário estadual do partido presente'', citou, referindo-se, contudo, ao secretário licenciado do PTB de Curitiba, Nivaldo Rocha Loures.
Se vai propor projetos na interinidade? ''Sim, e de questionamentos que recebi na campanha'', prometeu. E o que achou da renovação de quase 70% da Casa, nas urnas, em pleno ano de escândalos? ''São os ventos das mudanças, para oxigenar os meios políticos. Isso é normal, respeitamos''.


