Sidney assume a Prefeitura e promete arrecadar mais
A cerimômia de transmissão de cargo do prefeito Nedson Micheleti (PT) para o presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Sidney de Souza (PTB), lotou ontem à tarde o gabinete com vereadores, assessores, familiares do petebista e parte do secretariado. Nedson se licenciou por 11 dias para descanso com a família e para passagens por Brasília - mas ''não em missão'', salientou.
Em meio a discursos exortando os pais, filhos e família - e a gritos de ''cabra macho!'' lançados por partidários -, Sidney anunciou que a interinidade não vai fugir à linha de ação do petista. Nas manifestações dele e de Nedson, aliás, isso ficou latente no tom de ''parceria'', ''entrosamento'' e ''amizade de tempos de calças curtas'' entre ambos. O vice-prefeito, Luiz Fernando Pinto Dias (PT), está em missão no Japão. No lugar de Sidney, assume interinamente a Presidência do Legislativo sua vice, vereadora Maria Ângela Santini (PT).
Se a manutenção ''de uma sequência administrativa, não um contraponto com a administração'' - nas palavras de Nedson - é a orientação básica ao prefeito interino, por outro lado, Sidney anunciou ontem que algumas ações próprias serão adotadas no período.
De acordo com ele, que logo após a cerimônia se reuniu com o secretariado, na semana que vem será feita uma reunião com gerentes e diretores de empresas terceirizadas para cobrar ''mais objetividade e assiduidade no serviço prestado''. ''Queremos cobrá-los dentro do que foi contratado nas licitações'', avisou. Outra medida é chamar os devedores de Imposto Sobre Serviços (ISS) e buscar um refinanciamento dessas dívidas, melhorando o caixa municipal. ''A meta é arrecadar R$ 10 milhões da dívida ativa com essa medida, mas para depois da interinidade. É um incentivo que também fará com que esses empresários possam se adequar ao Supersimples do Governo Federal'', disse o prefeito interino, que também é contador. (J.G.)





