Sibá adia solução sobre relatoria
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segunda-feira, 25 de junho de 2007
Gabriela Guerreiro<br>Folhapress 
Brasília - O senador Sibá Machado (PT-AC) convocou para amanhã reunião do Conselho de Ética do Senado na tentativa de solucionar o impasse sobre a escolha do novo relator para o processo contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Sibá ainda não encontrou um substituto para o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e disse estar disposto a perguntar individualmente a todos os integrantes do conselho se aceitam relatar o processo.
O presidente do Conselho de Ética não foi ao Senado ontem. Por meio de assessores, disse não acreditar na possibilidade de encontrar um novo relator antes da reunião do conselho.
O senador José Agripino (RN), líder do DEM no Senado, ameaçou ontem do plenário convocar uma reunião de líderes hoje para a escolha do relator caso o impasse continue.
''Espero que sua excelência (Sibá) designe um relator novo até hoje, o que precisará fazer. Se não o fizer, tomarei a iniciativa de pedir uma reunião com os companheiros líderes da Casa para obrigar a que se escolha e se designe um relator'', afirmou.
Diante da sugestão de Agripino, assessores de Sibá afirmaram que o presidente do Conselho de Ética disse estar de acordo com a reunião de líderes para discutir a escolha do novo relator.
Sibá quer entregar a relatoria do processo a partidos da base aliada, uma vez que Cafeteira é da base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. O relator original está de licença médica do Senado, que terminaria nesta quarta-feira, mas deve permanecer afastado por mais alguns dias seguindo a determinação de seus médicos.
O líder do DEM afirmou que o Senado não pode entrar em recesso em julho sem que o processo contra o presidente da Casa esteja solucionado. ''Esse é o pior dos mundos para a instituição a qual todos nós pertencemos, que é o Senado da República, que não pode pagar, na sua imagem, por uma circunstância, pelo julgamento do caso do nosso presidente Renan Calheiros.'' Segundo o líder, Renan tem direito a oferecer novas provas contra as denúncias.
Mas se a consistência das provas não forem suficientes, Agripino disse que o Senado e o Conselho de Ética terão que decidir o futuro de Renan.


