Shoppings ameaçam questionar lei
Representantes dos dois maiores shoppings de Londrina foram unânimes em afirmar que não se opõem à discussão na Câmara de Vereadores. Mesmo assim, ambos adiantaram também que, caso a matéria vire lei, entrarão com pedido de inconstitucionalidade, orientados pela Associação Brasileira dos Shoppings Centers (Abrasce).
Segundo o gerente de Comunicação e Marketing do shopping center Royal Plaza, Álvaro Ferreira, o estabelecimento se baseia na liminar concedida à Abrasce, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no caso de lei semelhante à de Londrina aprovada este no pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. ''A entidade entende que a cobrança fere princípios de propriedade e livre-iniciativa. Além do mais, só a União pode legislar em questões cíveis'', justificou Ferreira. Para o gerente, a cobrança da taxa com vagas cobertas, administradas por uma empresa terceirizada reflete uma situação ''muito específica'' da região crentral. ''Há grande competição por vagas de estacionamento, o próprio município cobra para se deixar o carro na rua'', afirmou, referindo-se à Zona Azul. Aqui, a verba obtida é revertida para os projetos sociais da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel).
Avaliação semelhante é a supervisor do shopping center Catuaí, Sylvio Carvalho Netto, sobre a taxa de R$ 2 que passou a vigorar no início deste ano. Na chamada ''Área Vip'', à escolha do cliente, são R$ 5. Conforme o supervisor, que também ameaça questionar a legalidade da futura lei, a medida foi adotada para ''garantir mais segurança ao cliente''. Pelos números dele, o Catuaí teria investido cerca de R$ 800 mil com cancelas, seguranças e veículo para a ronda do estacionamento próprio. ''O condomínio dos lojistas caiu quase 10%; se vai haver queda ou não do movimento, esse é um problema nosso. A interferência do vereador é desnecessária'', devolveu.
Pelos números da Abresce que abrange mais de 500 shoppings no País , cerca de 30% dos custos condominiais são destinados hoje a medidas de segurança. Em valores, isso representaria um gasto médio de R$ 1,5 milhão a cada estabelecimento. (J.G.)





