WashingtonO primeiro-ministro israelense Ariel Sharon irá apresentar hoje em Washington ao presidente norte-americano George W. Bush um ‘‘plano de paz’’ por etapas que exclui o líder palestino Yasser Arafat.
Sharon, que chegou aos Estados Unidos na noite de domingo, foi recebido ontem pelo secretário de Estado Colin Powell e depois se encontrou com o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld.
A proposta de Israel para o fim do conflito no Oriente Médio se baseia no princípio de ‘‘acordos interinos de longo prazo’’, segundo a ministra israelense da Educação, Limor Livnat, que acompanha Sharon.
O plano admite a criação em um prazo não determinado de um estado palestino independente, mas até agora não foi mencionado claramente quais seriam suas fronteiras.
Israel, pressionado por Washington, encerrou no dia 2 de maio o cerco em torno de Arafat em Ramallah e impôs condições para reiniciar as negociações com os palestinos: uma reforma profunda na Autoridade Nacional Palestina (ANP) que apresente um interlocutor confiável e o fim do terrorismo, segundo fontes ligadas a Sharon em Washington.
O ministro israelense da Justiça, Meir Sheetrit, exigiu drásticas reformas na ANP e classificou a gestão atual de Arafat como ‘‘corrupta e inexistente’’.
O primeiro-ministro chegou à capital norte-americana com relatórios que provariam que a Autoridade Palestina financiou e supervisionou a onda de atentados suicidas contra Israel no mês passado.
Esta documentação indicaria que o dirigente palestino teria autorizado o pagamento de militantes que organizaram os ataques e a compra de armas. Também indica que o preseidente da ANP desviou para essas operações, a ajuda financeira para os palestinos enviada pelos Estados Unidos e a União Européia.

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