Sharon rejeita o retorno às fronteiras de 67
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quarta-feira, 27 de março de 2002
France Presse 
JerusalémUma volta às fronteiras estabelecidas antes da guerra entre israelenses e árabes de junho de 1967, proposta na iniciativa saudita que está sendo discutida na cúpula árabe de Beirute, destruiria Israel, afirmou o primeiro-ministro, Ariel Sharon, em um entrevista divulgada ontem.
O simples desejo de alcançar uma solução pacífica é positivo, declarou Sharon ao jornal Yediot Aharonot, mas é preciso entrar em detalhes. Se falamos de uma retirada até as fronteiras de 67, isso mina o fundamento das resoluções 242 e 338 da ONU, às quais se apoiaram governos israelenses na medida em que outorgaram a Israel a opção de conservar as zonas de segurança, indicou.
A resolução 242, votada em 1967 pelo Conselho de Segurança, pede a retirada das forças israelenses dos territórios ocupados durante o conflito recente, mas o governo israelense, apoiando-se na versão inglesa, considera que esse texto não o obriga a evacuar todos os territórios conquistados durante essa guerra.
Há aqui (em Israel) um povo que tem de continuar vivendo. Não podem ir para nenhum outro lugar. Uma volta às fronteiras de 67 destruiria Israel, concluiu Sharon.


