Sharon queria matar Arafat
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
France Presse 
JerusalémO primeiro-ministro israelense Ariel Sharon afirmou que lamenta não ter podido liquidar o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em 1982, durante a guerra do Líbano, em uma entrevista que será publicada integralmente hoje mas que teve alguns extratos apresentados ontem no jornal Maariv.
No Líbano, havia um acordo segundo o qual não poderia liquidá-lo e agora lamento isso, afirmou Sharon.
Durante a invasão do Líbano, em 1982, Sharon era ministro da Defesa, enquanto Yasser Arafat, como chefe da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), dirigia os combates palestinos na capital libanesa.
UE apóia ArafatO Alto representante de Política Exterior e Segurança da União Européia, Javier Solana, disse que a UE continua a acreditar que a Autoridade Palestina de Yasser Arafat é a representante legítima do povo palestino.
Solana fez essas declarações após se encontrar com o secretário de Estado americano, Colin Powell, que junto a outros membros do governo americano criticaram intensamente Arafat e a Autoridade Palestina nas últimas semanas, e questionaram seu compromisso de paz com Israel.
Temos que continuar pressionando para que lutem contra o terrorismo, disse Solana. Mas consideramos (...) que a Autoridade Palestina continua sendo o interlocutor, o único interlocutor eleito pelo povo, e queremos que isso se mantenha assim, disse Solana.
Mas Solana avisou que Arafat deve tomar mais medidas para frear a violência anti-israelense.


