JerusalémDecidido a responder o atentado suicida de Rishon el Zion, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon comandou ontem uma reunião de seu gabinete, imediatamente depois de ter chegado dos Estados Unidos. ‘‘Este atentado mortífero não ficará sem resposta e Israel agirá com força’’, afirmou o chefe de governo israelense no avião que o trazia de volta a Israel, no dia seguinte ao atentado que matou 16 pessoas, além do homem-bomba.
O exército israelense capturou o líder do Hamas na região de Tulkarem (Cisjordânia), durante uma incursão nessa localidade, informaram fontes israelenses e palestinas. Militares israelenses capturaram Abbas al Sayed, de 36 anos, líder local do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedin al Qassam, e seu adjunto, Mohammad Mansur, em Tulkarem e no campo de refugiados próximo, indicaram fontes militares israelenses.
Israel acusa Al Sayed de estar envolvido em atentados com bomba cometidos em maio de 2001 em Netanya, norte de Tel Aviv, quando morreram oito israelenses. O atentado suicida de Zion é o primeiro desde 12 de abril. Horas depois, aconteceu uma tentativa de atentado no qual ficou gravemente ferido seu autor palestino.
Os membros do ‘‘quarteto’’ internacional – Estados Unidos, a ONU, a União Européia (UE) e Rússia –, cujos emissários prevêem se reunir com Arafat, condenaram o atentado de terça-feira. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, condenou o ataque que classificou de ‘‘atrocidade’’.
A bordo do avião que trouxe Sharon de volta a Israel, um alto responsável israelense afirmou que assim como o Estado judeu, os Estados Unidos acham que reestruturar a Autoridade Palestina é ‘‘uma condição prévia para iniciar negociações políticas’’. Membros da delegação israelense que acompanhou Sharon disseram que o gabinete discutirá uma eventual expulsão de Arafat dos territórios palestinos, possibilidade que não consegue um apoio unânime.
O ministro israelense do interior e líder do poderoso partido ultraortodoxo Shaas, Eli Yishai, disse ser ‘‘favorável à expulsão de Arafat’’, mas acrescentou que ‘‘o problema é decidir se o momento é oportuno’’. Por outro lado, a vice-ministra israelense da defesa, Dalia Rabin Philosof (do Partido Trabalhista), estimou que Arafat continua sendo uma personalidade importante que não pode ser expulsa.
Na madrugada de ontem, o exército israelense entrou em seis vilarejos do norte da Cisjordânia, matando um palestino de 18 anos.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que espera que o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon ‘‘mantenha sua visão de paz na mente’’ quando se decidir pela resposta que dará ao atentado suicida acontecido na véspera.

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