Jerusalém - O primeiro-ministro isralense, Ariel Sharon, não considerou as críticas internacionais e continuou mantendo o presidente palestino, Yasser Arafat, em uma espécie de prisão domiciliar, em Ramalah (Cisjordânia), apesar da violência ter diminuído notavelmente. Ao mesmo tempo, foram retomados os contatos em matéria de segurança entre Israel e palestinos na Faixa de Gaza.
''Nossa posição é inalterável. Yasser Arafat vai continuar fechado em seus quartéis de Ramalah enquanto não prender os assassinos do ministro israelense do Turismo, Rehavam Zeevi'', morto em outubro passado, declarou à AFP Raanan Gissin, porta-voz do primeiro-ministro israelense.
''É verdade que alguns países pediram autorização a Israel para que Arafat possa ir a Belém (para a missa de Natal), mas em contrapartida não podemos falar verdadeiramente em prisões relacionadas a este tema'', continuou o porta-voz, negando que Israel tenha impedido ''a liberdade de culto''.
Enquanto politicamente se vive uma situação de estancamento, a diminuição da violência faz com que Israel alivie ligeiramente a pressão sobre os palestinos.
Terça-feira à noite, o exército israelense suspendeu o bloqueio da cidade autônoma palestina de Jericó, na Cisjordânia, imposto no começo deste mês.
Negociações O presidente do Conselho Legislativo Palestino (Parlamento), Ahmed Qorei, e o ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres, chegaram a um acordo em relação ao documento que prevê a reativação das negociações de paz, informou uma fonte palestina ontem.

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