Londres - O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, fez um pronunciamento contra a criação de um Estado palestino durante suas entrevistas, segunda-feira, com o presidente norte-americano, George W. Bush, em Washington, alegando que isto pode gerar instabilidade política em Israel, declarou ontem em Londres um importante responsável político israelense. ‘‘Sharon assinalou que nas atuais condições, o apoio à criação de um Estado palestino provocaria a ruptura de seu governo de união nacional’’, afirmou à imprensa este responsável, que não quis ser identificado.
‘‘Sharon acrescentou que, caso se veja obrigado a aceitar acordos com vistas à criação de um Estado palestino, isto levaria à antecipação das eleições e a um congelamento político de cerca de seis meses em Israel’’, afirmou ainda este informante.
Posição de BushO presidente norte-americano, George W. Bush, é favorável à criação de um ‘‘Estado temporário’’ para os palestinos, que seria uma etapa de transição até a criação do Estado palestino, disse o secretário de Estado Colin Powell em uma entrevista publicada ontem ‘‘O presidente não se distanciou do seu objetivo, mas sabe que, para alcançá-lo, será necessário criar um Estado temporário como etapa transitória’’, disse Powell ao jornal árabe ‘‘Al Hayat’’. Na opinião dele, um Estado temporário necessitará de ‘‘poder democrático, transparência sem corrupção e órgãos de segurança que funcionem’’. Esta etapa ‘‘nos ajudará a criar a confiança necessária entre as duas partes para poder seguir adiante’’, sublinhou.

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