JerusalémO primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, assegurou que o seu país ‘‘não tenciona eliminar fisicamente’’ o presidente palestinino, Yasser Arafat, lamentando, porém, que isso não tenha sido feito em 1982. Numa entrevista publicada pelo jornal ‘‘Maariv’’, Sharon diz que hoje, não tem qualquer intenção de eliminar fisicamente Arafat ou de desmantelar a Autoridade Palestiniana porque isso prejudicaria Israel.
Os excertos desta entrevista em que Sharon lamenta não ter aproveitado o cerco a Beirute em 1982 para eliminar Arafat, geraram polémica em diversos meios políticos internacionais.
O ministro dos negócios Estrangeiros de Espanha, país que preside à União Européia, Josep Piqué, disse ‘‘lamentar e rejeitar’’ as declarações de Sharon.
Em Portugal, também se levantaram vozes contra Sharon, com o ex-presidente Mário Soares a afirmar que ‘‘liquidar Arafat seria o mesmo que liquidar a paz’’.
Para o negociador palestinino Saeb Erakat, Sharon ‘‘continua a querer matar Yasser Arafat e exprime a mentalidade de um mafioso mais do que a de um primeiro-ministro’’.
Durante a invasão do Líbano em 1982, Sharon era ministro da Defesa, enquanto Arafat era presidente da OLP e estava cercado em Beirute.
DenúnciaA rádio oficial síria classificou ontem o premier israelense Ariel Sharon de ‘‘monstro’’, que lamentou não ter podido ‘‘liquidar’’ o presidente palestino Yasser Arafat em 1982 no Líbano. ‘‘A declaração de Sharon sobre seu intenso pesar de não ter podido matar o prsidente da Autoridade Palestina, durante a invasão do Líbano, mostra a todos que (Sharon) é um monstro e o chefe de um bando sanguinário atraido pelos assassinatos’’, segundo o comentário da Rádio Damasco.
CríticaO departamento de Estado norte-americano criticou de forma moderada as agressivas declarações do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, sobre o líder palestino Yasser Arafat, ao admitir que não ajudavam a amenizar a situação no Oriente Médio.

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