Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), entrou para a literatura de cordel. Está fazendo sucesso na Câmara um livrinho que foi distribuído nesta semana em todos os gabinetes contando a trajetória do deputado sertanejo que chegou à Presidência da Câmara. Com o título de ''Triunfo Severino - Lavando a égua'', o texto, bastante preconceituoso contra o deputado, narra que ''Severino se criou/ Correndo atrás de preá,/ Tomando banho de açude;/ Viu besouro mangangá;/ É cabra que ninguém dobra./ Comia pirão de cobra/ Com farofa de embuá.''
Os versos contam que Severino ''Lavava jegue em riacho/ Para ganhar uns trocados./ Era pobre como Jó,/ Porém bastante animado./ Cresceu, venceu, não deu trégua,/ Hoje quer lavar a égua/ De 500 deputados.''
O impresso tem como autor ''Miguezim de Princesa'' e traz na capa a foto do presidente da Câmara com uma marca de beijo em sua cabeça calva. As rimas do livro lembram os episódios narrados pelo próprio Severino em sua cidade natal, João Alfredo. ''Já pagou conta de bêbado/ Que quebrou o butiquim,/ Soltou motorista preso/Dos que dirigem bem ruim./ Digo, sem pestanejar,/ Só falta ele pagar/ Umas continhas para mim.''
O episódio da eleição à presidência da Câmara dos Deputados é contado com a derrota dos candidatos petistas, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Virgílio Guimarães (MG): ''O coitado do Greenhalgh,/ Um homem bom e direito,/ Se engalfinhou com Virgílio,/ Um dissidente sem jeito,/ Acabou tomando uma pisa/ Dum matuto sem camisa:/ Severino foi eleito.''

mockup