Severino quebra formalidade no gabinete da presidência
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sábado, 26 de março de 2005
Expedito Filho<br> Agência Estado 
Brasília, O gabinete da presidência da Câmara, na gestão Severino Cavalcanti, é uma fotografia do personagem que ganhou fama nos últimos 40 dias e comanda a Câmara dos Deputados com um estilo nada formal. O terceiro homem da República trabalha e despacha numa sala com pouco mais de 10 metros quadrados, em meio a uma algaravia de assessores que se trombam, num entra-e-sai interminável, onde a marca principal é o estilo inconfundível.
Algumas vezes, a sala lembra mais um palanque de campanha do que o terceiro gabinete do poder no País. Se for um membro do ''baixo clero'', os aliados preferenciais de Severino, o ingresso é garantido e a permanência, bem-vinda.
Há quem se queixe de Severino. No quarto andar do Palácio do Planalto, o deputado José Múcio (PE), líder do PTB, reclamava que a presidência da Câmara tornou-se mais parecida ''com um sindicatão'', porque somente o líder do PP define a ordem do dia. ''Eu ouço (José) Janene tanto quanto os outros líderes. Ele é líder do meu partido e, como tem a delegação dos meus companheiros, eu tenho de tratar de maneira diferente'', explica, mais uma vez, Severino, aumentando a temperatura da confusão.


