Seul recebe Bush em clima tenso
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2002
France Presse 
SeulO presidente dos Estados Unidos George W. Bush chegou ao aeroporto militar de Seul ontem para uma visita oficial de três dias, na segunda etapa de seu giro asiático, depois de ter visitado o Japão e antes de ir para a China. Bush e sua esposa Laura foram recebidos na base millitar de Seul, rodeda por importantes forças de segurança, pelo ministro das Relações Exteriores, Choi Sung-Hong.
Esta visita, muito esperada, será dominada pela questão das relações com a Coréia do Norte, que, segundo Bush, faz parte de um eixo do mal, assim como o Irã e o Iraque, por causa de seu apoio ao terrorismo.
O presidente norte-americano deve manter delicadas entrevistas principalmente com o presidente sul-coreano Kim Dae-Jung, que fez da aproximação com a Coréia do Norte uma das bases de sua política.
Hoje, os dois chefes de Estado devem viajar à zona desmilitarizada (DMZ) que separa as duas Coréias desde o final da guerra de 1953.
Violentas manifestaçõe de estudantes que protestavam contra os Estados Unidos foram realizadas em Seul, onde cerca de 15.000 policiais e unidades antidistúrbios patrulhavam as principais ruas para evitar novos tumultos.
ProtestosManifestantes sul-coreanos queimaram bandeiras dos Estados Unidos e enfrentaram a polícia antidistúrbios ontem para protestar contra a chegada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que começou uma visita de três dias na Coréia do Sul. A polícia enfrentou cerca de cem manifestantes perto da base aérea militar de Seul, onde aterrissou o avião de Bush procedente de Tóquio.
Em outros pontos da capital também explodiram protestos, assim como em várias cidades sul-coreanas. A polícia prendeu 14 manifestantes, entre eles um estudante que queimou uma bandeira dos Estados Unidos perto de uma base militar norte-americana na cidade de Daegu. Também foram queimadas bandeiras norte-americanas perto da base de Junjeon, a 70 km de Seul, informou a agência de notícias Yonhap.
Centenas de líderes religiosos, estudantes radicais e grupos cívicos de ativistas desafiaram um imponente cordão de segurança para se manifestar no centro de Seul.
Cerca de 200 monges budistas, sacerdotes católicos e pastores protestantes se reuniram no templo budista mais importante de Seul para pedir aos Estados Unidos que ajudem a aliviar as tensões na península coreana.
A polícia reforçou a segurança em torno da embaixada dos Estados Unidos e de outros escritórios norte-americanos em Seul depois que, segnda-feira, centenas de estudantes radicais ocuparam o prédio da Câmara de comércio norte-americano por três horas.
FronteiraA vigilância na fronteira com a Coréia do Norte também foi reforçada pelo Exército sul-coreano e pelas tropas norte-americanas na Coréia do Sul.


