Setor tem prejuízo de R$ 42,2 bi
As principais distorções da Previdência resultam no déficit de R$ 42,2 bilhões este ano nas contas do sistema. O documento de apresentação do Programa de Ajuste Fiscal informa que o desequilíbrio ameaça inviabilizar as administrações públicas, pela compressão dos salários dos servidores da ativa e esgotamento da disponibilidade de recursos para execução das demais políticas públicas. O setor público gasta cerca de R$ 40 bilhões por ano para pagar benefícios a cerca de 3 milhões de servidores inativos, enquanto o INSS despende aproximadamente R$ 50 bilhões no pagamento de benefícios a 18 milhões de aposentados.
Um novo esforço começa em fevereiro, quando o governo vai tentar aprovar o projeto de lei que cria um adicional de 9% na contribuição dos servidores ativos, além dos 11% existentes, estendendo a cobrança aos inativos.
Para o líder do governo na Cãmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), a promulgação da reforma da Previdência significou um grande avanço porque conseguiu reduzir a apenas três - militares, servidores e Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) - os sistemas de previdência no Brasil. Até aqui, existiam inúmeros outros, justificou. O líder do PFL na Câmara, Inocênio Oliveira (PE), previu que o Congresso recém-eleito, que assumirá em fevereiro, vai se esforçar ainda mais para ajudar no equilíbrio das contas públicas. Ele explicou que o esforço será provocado pela própria sociedade, que avançou muito mais do que a classe política. (A.E.)





