Setor produtivo mostra disposição para apoiar
Setor produtivo mostra
disposição para apoiar
Os novos rumos do PBQP também evidenciam que o setor produtivo está disposto a se engajar no processo de mudanças. No comércio exterior, por exemplo, a idéia básica é a de mudar o perfil da pauta de exportações, estimulando a venda dos chamados produtos dinâmicos (manufaturados com maior valor agregado), e os agronegócios.
Inicialmente, o PBQP, em uma ação articulada com o Programa Especial de Exportações (PEE), que está sendo desenvolvido pelo Câmara de Comércio Exterior (Camex), dirigirá sua atuação para 33 produtos dinâmicos, como automóveis, aviões, computadores e eletroeletrônicos. Estes produtos, segundo estudos da Associação Brasileira de Exportação (AEB) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentam taxas de crescimento no mercado internacional superiores a 9% ao ano.
O objetivo inicial é o de dobrar a participação dos produtos dinâmicos na pauta de exportações brasileira, passando dos 13,1% do ano passado, para 26,2% em 2002. Isso significa que esses produtos passariam a responder por um quarto da pauta de exportação, o que equivaleria passar dos US$ 7 bilhões vendidos em 1997 para US$ 28 bilhões do total exportável pelo País em 2002.
O presidente da AEB, Marcus Vinicius Pratini de Morais, representante do setor privado no PBQP, diz que esta meta é factível, mas alerta para a necessidade de o País intensificar a promoção comercial dessas mercadorias e investir em logística. Este último item, implica, segundo ele, em reduzir os impostos que incidem sobre a atividade produtiva e outros custos, além de investir em infra-estrutura (estradas, portos).
ExportaçõesA ampliação das exportações também foi a meta traçada pelo grupo do chamado agronegócios, coordenado pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Ailton Barcelos Fernandes. O objetivo a ser alcançado implica em elevar as exportações dos principais produtos do setor - soja, café, açúcar, algodão, lácteos, frutas, carnes, milho, cacau, couros e vinho - dos atuais US$ 18 bilhões para US$ 45 bilhões nos próximos cinco anos, o que possibilitaria a criação de 10 milhões de novos empregos no setor.
No ramo industrial, que está representado no PBQP pela CNI, o objetivo é mais realista: manter a produtividade de 6% ao ano nos próximos cinco anos, mesmo que esse índice seja inferior à média dos anos 90. A manutenção implica em acumular um aumento de produtividade de 152% entre 1990 e 2003. A indústria também se compromete a lutar para reduzir o percentual médio de defeitos na produção para 1% até 2002 (esse índice foi de 5,1% em 1995 e de 4,5% em 1996). O setor também quer reduzir os acidentes no trabalho que foram de 4% para cada 100 empregados no ano passado para 1% em cada 100 trabalhadores em cinco anos.
Para as micros e pequenas empresas, a meta do PBQP é a de ampliar a produtividade desse segmento em 20% até 2002. Essa estratégia faz parte dos planos do governo de aumentar a base exportadora brasileira, aglutinando os pequenos empresários em consórcios, para que eles possam, dessa forma, participar das exportações. Atualmente, segundo dados do Ministério da Indústria e do Comércio, as micros e pequenas empresas participam com somente 2% dos US$ 52 bilhões exportados pelo País. O governo está convencido de que somente com a inclusão dos pequenos e médios empresários nas exportações, é que conseguirá inserir o País, de forma definitiva, no comércio internacional.





