Curitiba - Há aproximadamente 8 anos, os serviços de fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia foram desativados na área médica da Assembléia Legislativa. Levando em consideração, no entanto, a lista publicada no início da semana no Diário do Poder Legislativo, 19 agentes de saúde, ou seja, profissionais ligados justamente às três áreas extintas, continuam recebendo salários da Casa.
O coordenador do serviço médico da Assembléia Legislativa, Rogério Augusto Camargo Scheibe, à frente do setor há cerca de 18 anos, disse que quatro fisioterapeutas e duas psicólogas ainda prestam atendimentos a funcionários da Casa, mas não soube informar onde estariam trabalhando os outros 13 agentes de saúde.
Os serviços, conforme explicou o coordenador, foram desativados ''porque eram muito caros'', e não correspondiam ao objetivo da área, que é prestar atendimento médico básico a funcionários da Casa e seus familiares, deputados e seus assessores, além de empregados do Palácio Iguaçu e a ''qualquer pessoa que estiver dentro da Casa'', disse Scheibe.
Com a extinção do serviço, o coordenador acredita que os funcionários tenham ido para outros setores. A direção geral da Casa, procurada pela Reportagem ontem à tarde, também não esclareceu o assunto.
Atualmente, o setor seria formado por 18 médicos, duas enfermeiras e cinco auxiliares de enfermagem. Cada médico trabalharia apenas duas horas por dia, de segunda a sexta-feira. Um dos médicos que aparece na lista da Casa, no entanto, já estaria até aposentado, de acordo com o próprio coordenador da área. O setor, que chega a receber em média 20 pessoas por dia, funciona das 7h30 às 19 horas.
Outros cargos mantidos pela Casa também chamam a atenção. No Diário do Poder Legislativo aparecem três barbeiros, um técnico em climatização e até um chaveiro. (A.B e C.S.)

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