A agricultura, um dos setores mais afetados pela cobrança de pedágio, também reinvindica uma redução de 50% nas tarifas. ''Os preços estão sobrefaturados em pelo menos 30% e isto nos tira a competitividade em relação a outros estados'', avalia Luiz Fernando de Almeida Kalinowisky, presidente do Sindicato Rural de Londrina, que tem 450 produtores filiados.
Segundo ele, o Paraná tem deficiência em meios alternativos de transporte. A malha ferroviária é pouco abrangente e há falta de opção em hidrovias. ''Somos muito dependente do transporte rodoviário''. Para Kalinowisky, a redução só teria impacto a partir do preparo para o plantio da próxima safra. Em dois ou três meses começará a distribuição de fertilizante e calcário, cujo o valor do transporte contribui decisivamente para o custo.
O sindicato teme a falta de agilidade do governo do estado caso se confirme a encampação. ''A morosidade nos serviços poderia ser um problema porque o serviço público tem muitas limitações. O DER não vai fazer milagre se não tiver gente e dinheiro'', afirmou Kalinowisky.
Para Edson Neme Ruiz, presidente da Sociedade Rural do Paraná, o primeiro passo é reanalisar os contratos. ''Mas é compatível a redução dos valores com a manutenção na qualidade do serviço. Basta que a negociação seja bem conduzida''.

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