Sete presos em MG dividiram duas celas
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de novembro de 2013
Paulo Peixoto<br> Folhapress 
Belo Horizonte - Os sete condenados no processo do mensalão que se apresentaram anteontem na Superintendência da Polícia Federal de Belo Horizonte tiveram de passar a noite em duas celas, as únicas de que a PF dispõe na capital mineira.
Os cinco homens presos - Marcos Valério Fernandes de Souza, Cristiano Paz, Romeu Queiroz, Ramon Hollerbach e José Roberto Salgado - dormiram juntos em uma mesma cela, enquanto Simone Vasconcelos e Kátia Rabelo ocuparam a outra.
Não havia colchão para todos, por isso a PF autorizou que parentes providenciassem colchonetes para eles passarem a noite.
A cela feminina possui uma latrina, separada por uma parede. No caso dos homens, segundo um dos advogados, o banheiro é externo. Para usá-lo, eles deixam a cela acompanhado por um agente federal.
Ao ser questionado sobre as instalações da cela de triagem, o advogado Maurício Campos Júnior, que acompanha os presos ligados ao Banco Rural - a defesa deles é feita pelo ex-ministro José Carlos Dias - evitou fazer comentários detalhados. "É indigno", disse ele.
Abraço
O encontro de Kátia Rabello e Simone Vasconcellos na prisão, na noite de ontem, foi marcado por um forte e emocionado abraço entre as duas. Advogados e agentes federais viram a cena. Várias restrições foram impostas, como o fato de não poderem usar tênis com cadarços. Essa situação incomodou Simone, que alega ter problemas de coluna e, por isso, diz gostar de andar com os sapatos bem apertados.
A ex-diretora financeira da SPMB também teve de trocar o sutiã. Ela se apresentou vestindo um modelo com bojo, que leva um arame dentro do forro do tecido. Um parente dela foi até a PF levando outro acessório para substituir o primeiro. Ao ser questionado sobre como estava Kátia Rabello, o advogado Maurício Campos Jr. disse: "Ela está resignada, embora inconformada".


