Sete nomes na disputa pela prefeitura de Londrina
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sábado, 28 de junho de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Em meio a uma crise que abala a imagem da Câmara de Vereadores de Londrina já há quase um semestre, é comum ouvir, nas ruas da cidade, que renovação será palavra de ordem no momento de escolher a próxima legislatura. No leque de opções para a Prefeitura, porém, o eleitor londrinense terá de escolher entre (uns mais, outros menos) conhecidos nomes do cenário político para substituir o petista Nedson Micheleti, cujos oito anos de gestão se encerram no dia 31 de dezembro. Dos sete prefeituráveis, por exemplo, nada menos que cinco ocupam vagas na Assembléia Legislativa (AL) ou na Câmara Federal; os outros dois - ainda que com experiência no poder público - são sindicalista e advogado.
Pelo PP, que realiza amanhã às 17 horas sua convenção, no Hotel Sumatra, o candidato é o deputado estadual Antonio Casemiro Belinati, que, até ontem, previa coligação apenas com o PRB, na majoritária e na proporcional. Belinati foi vereador de Londrina uma vez, prefeito outras três - na última teve o mandato cassado pela Câmara, em junho de 2000, acusado de usar dinheiro público irregularmente na inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI) -, cinco mandatos de deputado estadual e uma vez deputado federal. O pepista definiu o vereador Fernando Nicolau (PP) como seu vice.
Outro deputado que aceitaria trocar a Assembléia pelo Executivo municipal é o também ex-prefeito - por um mandato - Luiz Eduardo Cheida, do PMDB, médico por formação e, no último mandato do governador Roberto Requião (PMDB), secretário estadual de Meio Ambiente. O parlamentar também já foi vereador na Câmara londrinense. Até ontem, seu vice ainda não havia sido divulgado.
Pelos representantes da Câmara Federal, concorre pela primeira vez ao cargo o petista André Vargas. O veterano de disputas no pleito municipal é o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), que concorre pela quarta vez e já tem coligação definida com o DEM, de onde partirá o candidato a vice - o nome será conhecido na convenção de hoje de manhã, na Câmara. Com cinco mandatos em Brasília e um de vereador e um de prefeito por Cambé (13 km a oeste de Londrina), Hauly já foi também secretário de Estado da Fazenda do Paraná.
Colega do tucano na bancada paranaense, Barbosa Neto (PDT) tenta pela terceira vez a Prefeitura agora sucedido de um mandato de deputado estadual. Jornalista por formação, Barbosa já arregimentou os apoios de PPS, PSC, PSB e PTB, o qual oficializa a posição em convenção hoje cedo. É desses acordos que também depende, no caso do deputado, o nome do candidato a vice-prefeito.
Os dois únicos nomes que não ocupam cargos eletivos devem tentar a Prefeitura por partidos nanicos em Londrina. O advogado Marcos Colli, por exemplo, foi lançado pelo PV e conta com a experiência nas extintas Comurb (atual CMTU) e Secretaria Municipal de Recursos Humanos, além da superintência na Acesf - maioria dos cargos ocupados por ele foi na última gestão de Belinati. Já Marcelo Urbaneja, do PTdoB, professor da rede pública e presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), foi lançado à Prefeitura mas admite que, se o partido assim o definir, pode se tornar vice de algum prefeiturável até o prazo final de registro das candidaturas, 5 de julho. ''A proposta não é essa. Por minha conta não tenho pretensão nenhuma de ser vice, é o mesmo que sair a vereador. Mas o partido é que decide'', atestou, admitindo que três candidatos lhe teria feito o convite.


