Sete envolvidos na morte de prefeito são presos
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito em exercício de Itaipulândia (85 km a nordeste de Foz do Iguaçu), Laudair Bruch, foi preso ontem ao ser apontado como o ''mandante'' do assassinato de Vendelino Royer, então chefe do Executivo. O crime ocorrido no último dia 8 teria motivação política. Outras seis pessoas supostamente envolvidas no crime estão presas. Tiago Pereira Maciel, 20 anos, que teria sido o autor dos disparos contra Royer, ainda está sendo procurado. As informações são da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). O prefeito, de 45 anos, foi morto com cinco tiros depois de sair de uma reunião noturna com lideranças comunitárias em Itaipulândia.
Além Bruch, estão presos Dirceu Luiz Duron, Jurandir Monteiro, Luís Jair Morineli, Marcos Soares dos Santos, Nelson de Moura e Joel da Silva, que teria conduzido a moto usada no crime. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Bruch. Ele renunciou ao cargo logo após ser preso. A Sesp informou que os demais presos confessaram a participação na morte de Royer. Segundo o delegado-chefe da divisão do interior, Luis Alberto Cartaxo, Bruch foi preso de forma preventiva. Já os demais têm prisão provisória de 30 dias. Cartaxo informou que o inquérito deve ser concluído até dez dias.
A situação na prefeitura está indefinida. Na ausência do prefeito e do vice, o presidente da Câmara deveria assumir a administração. Mas, se candidato às eleições de outubro próximo, o presidente da Câmara pode estar impedido. A Câmara deve se pronunciar a respeito na segunda-feira.
Segundo o delegado-chefe de Foz do Iguaçu, Alexandre Macorin, também à frente do caso, disse que havia desavenças entre Bruch e Royer. Além de vice-prefeito, Bruch era secretário de Finanças e tinha sido exonerado do cargo há dois meses por Royer. Com a demissão, passou para a oposição. Bruch teria usado três intermediários para contratar dois pistoleiros que moravam em Ramelândia, por R$ 30 mil. Feito o acerto, os pistoleiros contratados passaram a fazer os levantamentos da rotina da vítima.


