Em uma tumultuada sessão na Câmara Municipal de Rolândia (Norte) na noite da última segunda-feira, os vereadores que fazem oposição ao prefeito Johnny Lehmann (PTB) rejeitaram sete projetos do Executivo para desafetar 20 áreas públicas. Os cinco parlamentares que votaram contra as propostas tiveram de ser escoltados pela Polícia Militar, informou o líder da oposição, Zé de Paula (PSD). O prefeito participou na sessão, mas não conseguiu convencer os adversários a aprovar os projetos.
O vereador Zé de Paula também relatou que pelo menos 300 pessoas - muitos ocupantes de cargos comissionados na administração municipal - teriam sido arregimentadas pelo Executivo para pressionar os parlamentares a aprovar os projetos de Lehmann. ''Foi uma sessão tensa, mas a oposição não se dobrou e rejeitamos os projetos, que não foram discutidos com a Câmara e não podem ser aprovados às vésperas de uma eleição'', defendeu Zé de Paula. ''São um patrimônio da sociedade de Rolândia.''
Além dele, voltaram contra o Executivo os vereadores Márcio Vinícius (PSD), Fábio Nogaroto (PT), Luiz César Jaymes (PDT) e Enéias Galvão (PSDB). Os vereadores favoráveis foram Eneide Huss (PSDB), Paulo Santis (PTB), Roberto Portyo (PMDB) e Renato Sartori (PSB), que era contra as propostas, mas acatou deliberação partidária de aprovar os projetos.
O presidente da Câmara, José Danilson (PSB), que faz parte da base aliada do prefeito, confirmou que, ao final da sessão, os cinco parlamentares tiveram de ser ''acompanhados'' pela polícia. ''Não foram escoltados, foram acompanhados pelos policiais. Não houve agressões físicas, mas havia agressões verbais'', relatou. Ele também confirmou que o partido do prefeito solicitou autorização para gravar a sessão e transmiti-la em um telão, do lado de fora da Câmara. ''O PTB nos fez este pedido e permitimos a gravação da sessão para todos poderem acompanhar.''
Os projetos arquivados previam a permuta de doze áreas por terrenos para a construção de um cemitério municipal e de um centro cultural; e a venda de oito áreas públicas, com objetivo de arrecadar recursos para a ampliação de uma escola; a construção de três unidades básicas de saúde e de uma unidade de pronto atendimento (UPA). ''Eram projetos muito importantes para o desenvolvimento da cidade'', defendeu Danilson.

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