Sessão para cassar prefeito deve terminar hoje
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sábado, 26 de janeiro de 2008
Giancarlo Franquini<br>Especial para a Folha 
Paiçandu - O plenário da Câmara Municipal de Paiçandu (10 km a leste de Maringá) ficou lotado ontem durante a leitura do processo de cassação contra o prefeito Moacyr de Oliveira (PMDB). A sessão que começou às 10 horas e só deve ser encerrada hoje, após a leitura de todo processo montado pela uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e uma Comissão Processante (CP). Ao todo, são mais de 1.300 páginas. Oliveira está sendo acusado de superfaturamento, direcionamento de licitação e falta de decoro.
De acordo com os relatórios, a Prefeitura de Paiçandu teria feito uma licitação dirigida, ou seja, para favorecer uma das empresas participantes. Além disso, eles também concluíram que houve superfaturamento na contratação. Para os vereadores, o valor pago de R$ 49.950,00 para pintura de 3,3 mil metros quadrados de faixas de pedestres em 52 pontos da cidade foi acima do cobrado no mercado. Oliveira nega as acusações e diz que provará que não houve irregularidade alguma na licitação. Ontem, ele compareceu a sessão com mais dois advogados. Inicialmente, apenas algumas partes do relatório seriam lidas no plenário, no entanto, os advogados do prefeito pediram que todo processo fosse lido.
O pedido de leitura completa do processo foi uma manobra dos advogados de Oliveira para retardar a votação do processo na Câmara. Isso porque havia um agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça (TJ), pedindo que a sessão fosse cancelada. No final da tarde o TJ negou o pedido, o que deve adiantar o andamento da sessão hoje. Após a leitura, ainda haverá um debate entre os vereadores e a defesa do prefeito e só, então, ocorrerá a votação. Se a maioria dos vereadores votar pela cassação do mandato, quem assumirá o Executivo é o vice-prefeito Nelson Teodoro de Oliveira (PDT).
Ontem, havia um clima tenso na Câmara e nas proximidades do prédio desde o início da sessão. Por isso, as policiais Militar e Civil foram chamadas para fazer a segurança no local. Todos que entraram no plenário foram revistados e passaram por um detector de metais.


