Sessão extraordinária consegue reunir 59 senadores no domingo
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segunda-feira, 24 de novembro de 1997
Agência Estado 
Brasília
Arquivo FolhaEuforiaAntônio Carlos Magalhães: Estou emocionado com o civismo e espírito público dos senadoresA sessão extraordinária do Senado ontem, domingo, teve o comparecimento de 59 senadores que começaram a discussão do novo Código Civil. Todo mundo abriu mão de alguma coisa e veio para o Congresso trabalhar, porque temos a consciência da importância do momento político e econômico do País, disse Élcio Alvares (PFL-ES), líder do governo no Senado. Estou emocionado com o civismo e espírito público dos senadores, comemorou o presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA).
A sessão teve como principal objetivo começar a discussão e dar início à contagem do prazo regimental para a votação do projeto do novo Código Civil. Durante quase três horas os senadores ouviram as explicações do senador Josaphat Marinho (PFL-BA) sobre as mudanças no texto.
Antes de Josaphat falar aconteceram discursos inusitados, como o do senador Gilvan Borges (PMDB-AP). Gostaria que fossem feitas mais sessões nos finais de semana, porque quando fico em Brasília não tenho o que fazer, afirmou. Em seguida ele espantou seus colegas ao reclamar da dificuldade para conseguir um senador que aceite ser relator do seu projeto que legaliza a eutanásia (morte autorizada de pacientes com doenças sem cura e de grande sofrimento físico). Procuro um homem bom; um relator que não veja o projeto pelo aspecto eleitoral, anunciou.
Alguns senadores precisaram enfrentar maratonas aéreas para comparecer à sessão de ontem e à de sábado, quando os ministros da Fazenda, Pedro Malan, e do Planejamento, Antônio Kandir, falaram sobre o pacote econômico do governo. O senador Geraldo Melo (PSDB-RN) pegou um avião em Brasília no início da tarde de quinta-feira para chegar em Natal às 18 horas. Ficou numa recepção de casamento até 1h de sexta. Às 5 da manhã estava de volta ao aeroporto, pronto para embarcar para Brasília, onde chegou por volta das 10 horas.
Já o senador Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PB) teve trabalho para convencer sua mulher de que estaria em Brasília para uma sessão domingueira. Ela me disse que ia viajar da Paraíba para Brasília para conferir, comentou.


