A sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu realizada ontem à tarde terminou em confusão envolvendo o presidente do Legislativo, Dilto Vitorassi (PT), membros do Sindicato dos Servidores Municipais e do Fórum de Luta por Trabalho e Cidadania. Vitorassi ordenou que a Guarda Municipal retirasse os cartazes de protesto empunhados pelos sindicalistas e militantes.
‘‘Quem será o verdadeiro gato que pisca para a esquerda e sempre vira para a direita?’’ e ‘‘Fórum de Luta repudia atitude do vereador Vitorassi’’ eram as placas empunhadas pelos servidores, em alusão aos acontecimentos de quinta-feira. Nesse dia, Vitorassi acusou representantes do funcionalismo público de ‘‘agirem como gato, miarem como gato, mas não quererem ser gatos’’. Os sindicalistas, segundo o vereador, teriam prejudicado o andamento de um projeto que reajustava o salário das atendentes de creche da cidade.
Ontem, o presidente da entidade, Luiz Carlos de Oliveira, as sindicalistas Nídia Benitez e Cacilda Tavares, além da professora Ivanir Glória Campos revidaram a acusação, mas foram repreendidos pelos guardas-municipais. Houve bate-boca por mais de dez minutos.
Durante o tumulto, Vitorassi orientou os guardas a darem voz de prisão caso alguém tentasse tumultuar a sessão. Segundo disse à Folha, o protesto foi ofensivo e visava tumultuar os trabalhos.
Por causa da confusão, a sessão começou às 15 horas e terminou 25 minutos depois com a votação em primeira discussão do projeto de criação da Fundação de Saúde. Em seguida, a Mesa Diretora marcou nova extraodinária para às 16 horas para segunda análise da matéria. A votação durou três minutos e originou novo protesto dos sindicalistas.
As cinco sessões extraordinárias previstas para este mês devem resultar em R$ 3 mil para 20 dos 21 vereadores de Foz, sem contar o salário de R$ 3 mil. O vereador Chico Brasileiro (PCdoB) abdicou do adicional. Vitorassi descartou, inicialmente, o pagamento da segunda extra de ontem.

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