Curitiba - A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) resolveu retirar do ar ontem as informações de seu site institucional e das páginas da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil, com a justificativa de que a divulgação das ações poderia ferir a legislação eleitoral. A medida já tinha sido tomada pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar).
Quem entra no endereço eletrônico da Sesp vê um texto informando que os conteúdos ficarão desativados até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) oficialize o término das eleições. Conforme a assessoria de imprensa da pasta, a "decisão preventiva" partiu do próprio secretário, Leon Grupenmacher, para evitar "qualquer problema". O órgão acrescentou que, no dia 5 de julho, quando a campanha começou, apagou o histórico de matérias e fotos. Recentemente, os sites dos governos de Minas Gerais e de São Paulo suspenderam temporariamente seus serviços, sob a mesma argumentação.
O curioso é que as demais páginas da administração estadual, inclusive a da Agência Estadual de Notícias (AEN), seguem funcionando normalmente. Anteontem, por exemplo, a AEN publicou material em que enfatizava o crescimento nas exportações de carne pelo Porto de Paranaguá, em 23%.
Procurado pela FOLHA, o TRE disse que não fez qualquer recomendação ao governo estadual. Segundo o órgão, a coligação "Paraná Olhando Pra Frente", que tem a senadora Gleisi Hoffmann (PT) como cabeça de chapa, entrou com uma representação, no último dia 18, solicitando que os conteúdos dos sites fossem suprimidos. A liminar, no entanto, não foi deferida.

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