Servidores votam indicativo de greve
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) convocou a categoria para votar indicativo de greve em uma assembleia geral na próxima segunda-feira, às 19 horas. O motivo é o descontentamento com o pacote do funcionalismo, que consiste em cinco projetos de lei que tramitam na Câmara Municipal e causariam impacto de R$ 35 milhões na folha de pagamento. ''O sindicato não foi chamado para discutir essas propostas. Quando há uma decisão unitaleral de um dos lados, acaba a negociação'', afirmou o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja. ''Além disso, o prefeito (Barbosa Neto) prometeu durante a campanha e solenidade com os servidores que zeraria as perdas inflacionárias que se acumularam durante o governo anterior e até agora, nada fez.''
A proposta do Sindserv é que todos os projetos sejam retirados de pauta e que o Executivo conceda reajuste da 10% para todo o funcionalismo agora e mais 5% em fevereiro do ano que vem, além da reposição da inflação do próximo ano. Os projetos de lei mais polêmicos do pacote são o PL 227/11, que reajusta em 207% os salários dos 28 procuradores jurídicos e em 45% os vencimentos de 147 servidores que têm a chamada carreira de Estado, como auditores fiscais; e 226/11, que eleva em 70% salários de 335 profissionais de nível superior. Juntas, as propostas custariam R$ 1.159.839 por mês.
Os outros três projetos preveem reajuste de 3,5% dos salários de cerca de 7 mil funcionários, causando impacto de R$ 769 mil mensais (PL 229/11); de 10% a 2.692 servidores de nível médio e básico, que custará R$ 499 mil (PL 247/11); e reajuste de até 25% para 309 médicos, custando R$ 524 mil mensais. ''Chama a atenção o fato de que o impacto para atender 510 servidores é praticamente o mesmo que o impacto para reajustar os salários de 9,6 mil'', comparou Urbaneja. ''Por isso, queremos que esses projetos não sejam aprovados; a Câmara não pode compactuar com esta loucura do Executivo.''
Para o secretário de Governo, Marco Cito, o indicativo de greve faz parte de uma ''política eleitoral e não política sindical'' do presidente do Sindserv. ''Ele está politizando uma discussão que é técnica, talvez, se preparando para a próxima eleição'', atacou. Cito disse que não há motivo para greve nesta administração, que ''zerou as perdas salariais, antecipou o 13º salário deste ano para abril e historicamente tem o maior número de servidores''. ''A administração não pode zerar as perdas em um ano só.'' O secretário evitou responder sobre o mérito dos projetos de lei. A administração argumenta que as propostas visam igualar salários de servidores que foram prejudicados na administração anterior.


