Os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) já estão em clima de greve. Em assembléia realizada ontem de manhã, no Restaurante Universitário, cerca de 400 servidores criticaram a posição do governo do Estado, que não tem avançado na negociação, e definiram que na próxima semana deve ser aprovado o indicativo de greve. A categoria vai realizar assembléia geral na próxima segunda-feira.
''Acreditamos que a greve será deflagrada e se isso de fato acontecer vamos para as ruas mostrar o que acontece na UEM'', disse a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Marta Beline. Os servidores decidiram que até a próxima segunda-feira vão se mobilizar e realizar uma série de atividades que revelam o descontentamento da categoria com a política salarial do governo estadual. Bandeiras pretas devem ser colocadas nas casas dos servidores. ''Além disso vamos mostrar nossos holerites no comércio local para provar que não temos mais poder de compra'', afirmou Marta.
No período da tarde, professores se reuniram na Associação dos Docentes da UEM (Aduem). Segundo o presidente da entidade, Angelo Priori, a categoria está dividida com relação ao movimento grevista. ''Os que são contra acham que agora não é o momento, mas são unânimes nas críticas à política salarial do governo'', contou Priori. Ele disse que para o sucesso da greve, os servidores devem deixar ''os muros'' da universidade para mostrar na comunidade o trabalho realizado dentro da instituição.

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