Os funcionários da Assembléia Legislativa do Paraná preparam uma ofensiva contra a direção da Casa. Eles estão coletando documentos na tentativa de provar que o Legislativo tem condições financeiras de implantar um Plano de Cargos e Salários (PCS) ainda neste ano. Um advogado está atuando em nome dos servidores, em busca de dados que embasem a reivindicação. Os funcionários alegam que estão há sete anos sem aumento.
Durante esta semana, os funcionários distribuíram folhetos ''Plano de Cargos e Salários, Já'', pedindo a implantação imediata do plano, que havia sido prometido para o primeiro semestre deste ano.
O deputado estadual Irineu Colombo (PT) decidiu apoiar a exigência dos servidores, e prometeu apresentar um projeto de resolução criando um PCS, que servirá, segundo o petista, como ''sugestão'' ao presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB). Mas a pressão não se resumirá ao projeto. Um grupo de funcionários, acompanhados de Colombo, deve se reunir com Brandão na próxima semana, para discutir a implantação do plano.
De acordo com Brandão, a Casa paga abono de R$ 300 aos funcionários de carreira, e vai incluir no pagamento os cargos comissionados. O presidente também planeja dar um abono de Natal, ainda sem valor definido, aos cerca de 1,5 mil servidores. Os funcionários sustentam que o benefício não é novidade, e que sempre receberam abono no Natal, no valor de três salários mínimos.
''Não queremos esmola. Queremos uma perspectiva de carreira, de melhorar profissionalmente'', declarou um funcionário que prefere não ser identificado. O servidor lembrou que, no início deste ano, foram demitidos cerca de 1.000 funcionários celetistas, desafogando a folha de pagamentos. A Assembléia não pode ter funcionários regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), apenas estatutários e cargos em comissão.
Brandão disse esta semana que o PCS deve sair apenas no próximo ano, e que ele vai abrir licitação para que uma universidade elabore o modelo. (M.M.)

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