Servidores trocam 13º por um auxílio-funeral
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terça-feira, 16 de dezembro de 1997
Agência Estado Maceió 
Os servidores da Assembléia Legislativa de Alagoas terão um Natal magro, com pão, guaraná, missa campal e um convênio para auxílio-funeral. Eles estão com os salários atrasados, sem esperança de receber pelo segundo ano consecutivo o 13º salário e sob ameaça de novos cortes no pagamento de novembro. O auxílio-funeral é garantido pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo, Alari Romariz, que celebrou um convênio com uma seguradora permitindo aos associados e familiares financiamento para o sepultamento. O auxílio-funeral é a nossa única contribuição de Natal, já que não temos dinheiro para a tradicional festa de confraternização, que geralmente era feita com a distribuição de cestas natalinas, justifica Alari.
Segundo ela, os servidores da Assembléia vão romper 1998 amargando um prejuízo de seis folhas salariais em atraso: quatro de 1996 e duas de 1997 (dezembro e 13º). O governo do Estado regularizou o salário do Judiciário, está colocando em dia os atrasados do Executivo; só não paga o que deve aos servidores do Legislativo, reclama Alari. Para ela, a Assembléia é discriminada porque em época de crise vira um bode expiatório.


