Os servidores municipais de Londrina receberam com cautela a reforma administrativa anunciada ontem pelo prefeito Nedson Micheleti e já marcaram uma paralisação para acompanhar a votação dos projetos que tratam da extinção de benefícios, como a Remuneração Adicional Variável (RAV). A expectativa do Executivo é que os projetos sejam aprovados até 15 de dezembro, quando a Câmara entra em recesso. Em assembléia na semana passada, os servidores recusaram as propostas.
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Marlene Valadão Godoi, disse que ainda não viu a reforma ''no papel'', mas as informações mostram que a proposta é semelhante ao que foi discutido com a entidade.
O sindicato também está visitando outras cidades para conhecer o funcionamento das despesas com pessoal diante das receitas correntes líquidas. Ontem os servidores estiveram em Maringá e segundo Marlene, ao contrário de Londrina, a prefeitura daquela cidade contabiliza 100% dos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), como receita corrente líquida, reduzindo o impacto da folha de pagamento.
Em Londrina esse repasse é de R$ 6,2 milhões e nas contas do Sindserv, os gastos com pessoal cairiam de 65% para 49%, caso a verba fosse considerada receita corrente líquida. O secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, explicou que são consideradas como receita corrente apenas as verbas do SUS o dinheiro repassado à Autarquia Municipal de Saúde.

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