Dimitri do Valle
De Curitiba
Além de juízes, o protesto no Paraná também atingirá servidores. As manifestações abordarão temas opostos. Enquanto os magistrados darão uma resposta contra o que chamam de campanha de difamação que o poder está sofrendo no País, os servidores reivindicarão melhores condições salariais. As duas categorias vão centralizar os atos no Centro Cívico, em Curitiba. O funcionalismo ficará concentrado em frente ao prédio do Tribunal de Justiça. Os juízes estarão em frente ao Fórum Cível. O expediente nas repartições também vai parar. Os servidores suspendem as atividades por volta das 13 horas. Os magistrados saem dos gabinetes às 13h30 para acompanhar o protesto, que deve se estender até às 15h30, na Boca Maldita. Eles vão receber sugestões da comunidade e prestar esclarecimentos.
O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (AMP), Ruy Fernando de Oliveira, disse que o objetivo principal do ato, que será realizado em todo o Brasil, tem a meta de alertar a sociedade. ‘‘Interesses do FMI (Fundo Monetário Internacional), entidades nacionais e internacionais ligadas à globalização são os responsáveis pelos constantes ataques ao Judiciário. Parece que eles querem diminuir as forças que compõem a democracia’’, declarou Oliveira, que citou ainda o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) como outro personagem responsável pelas críticas ao Judiciário.
Na terceira semana consecutiva de manifestações, os servidores do Judiciário paranaense tentam garantir o pagamento da resposição salarial de 53,06% acumulado nos últimos quatro anos. Às 17 horas de hoje, está previsto um encontro entre o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sydney Zappa, e uma comissão de servidores. Os representantes do funcionalismo querem que Zappa interceda junto ao governador Jaime Lerner (PFL) para liberar o pagamento da reposição. O presidente do TJ não foi localizado para falar sobre o assunto.

mockup